Veramed
Simulador de console de ressonância magnética
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IMAGIX · MRI SIMULATOR

Um console de ressonância magnética para treinar sem equipamento

O simulador reproduz a operação de um aparelho de ressonância magnética de 3 tesla, do registro do paciente ao envio das imagens para o PACS. Nada aqui aciona equipamento real: o objetivo é treinar a sequência de decisões, os bloqueios de segurança e o efeito de cada parâmetro na imagem e no tempo de exame. Roda inteiro no navegador, sem instalação — só o pareamento com o painel do instrutor depende de um servidor à parte.

Console do simulador na etapa de exame, num estudo de ombro: à esquerda o cartão de exame com as seis sequências do protocolo, ao centro os dois localizadores com a grade de cortes prescrita sobre a articulação, à direita os parâmetros, e embaixo o monitor de aquisição com SAR, dB/dt e o traçado do eletrocardiograma.
Etapa 05 — Exame, num estudo de ombro com o paciente já no iso-centro. À esquerda o cartão de exame com as seis sequências do protocolo; ao centro os dois localizadores, com a grade de cortes prescrita sobre a articulação; à direita os parâmetros da sequência selecionada; embaixo o monitor de aquisição, com SAR, dB/dt, temperatura do gradiente e o traçado do eletrocardiograma.
MANUAL
Manual do operador
Doze capítulos cobrindo a tela inteira, o checklist de segurança, o posicionamento e o que cada parâmetro custa quando você mexe nele — com um guia das quatro ferramentas de prescrição: cortes, FOV, bandas de saturação e volume de shim. Traz também os quinze cenários, as cinco emergências e os erros mais frequentes. Comece por aqui se for a primeira sessão.
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SIMULADOR
Console
O console em si. Escolha um cenário, registre o paciente, posicione a mesa, carregue o protocolo, adquira as séries e envie ao PACS. Ao encerrar, além do quadro de critérios, o simulador exporta um relatório de treinamento que descreve cada erro, o que seria o certo e por quê.
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MANUAL
Manual do instrutor
Como conectar o painel do instrutor a uma sessão, acompanhar batimento, SpO2 e respiração ao vivo, ajustar o paciente simulado na hora e disparar qualquer um dos nove incidentes — da parada por objeto ferromagnético à arritmia sustentada — sem depender do sorteio automático.
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01

O exame, em sete etapas

As etapas aparecem na barra superior do console e podem ser abertas em qualquer ordem, mas as travas do sistema seguem a sequência: sem posicionamento concluído não há aquisição, e sem aquisição não há séries para revisar ou enviar. O protocolo vem antes do posicionamento porque é ele que determina a bobina — num console real o pedido chega pela worklist com o procedimento, e o técnico confere protocolo e bobina antes de entrar na sala.

01
Registro
Dados, checklist, bobinas
02
Protocolo
Região e parâmetros
03
Posicionamento
Laser, landmark, iso-centro
04
Exame
Prescrição e aquisição
05
Viewer
Revisão das séries
06
Pós-proc
MPR, MIP, subtração
07
Filme/PACS
Envio e encerramento
02

O que o simulador acompanha

Anatomia
As doze regiões são campos tridimensionais em milímetros — crânio, coluna lombar, joelho, ombro, tornozelo, punho, pelve, próstata, abdome, mama, cardíaco e angio. O corte é amostrado do volume no plano que você prescreveu: girar a caixa gira a imagem, a espessura mistura o sinal dos tecidos que o corte atravessa, e os três painéis do localizador são vistas do mesmo corpo. As proporções foram calibradas contra volumes reais do adulto.
Som
Cinco efeitos sintetizados no navegador. O zumbido do compressor de hélio e da ventilação fica de fundo o tempo todo. O monitor bipa a cada sístole. A comutação dos gradientes muda com a sequência: o localizador dá pulsos intermitentes, o eco de spin turbo bate devagar e o EPI de difusão vira um zumbido rápido e grave. A bomba injetora tem motor, engrenagem e fluxo pressurizado. E o alarme do painel toca enquanto houver emergência. Desligado por padrão, liga no menu da marca.
Segurança
Checklist obrigatório antes do exame, SAR médio de 6 minutos com limite normal e First Level, dB/dt, temperatura da bobina de gradiente e ruído acústico.
Parâmetros
TR, TE, TI, ângulo de flip, averages, fator turbo, matriz, FOV, espessura, gap, bandwidth, aceleração em paralelo (iPAT) e nível de reconstrução por IA. Cada mudança recalcula tempo de aquisição, tamanho do voxel e SAR — e refaz o contraste da imagem, porque o brilho de cada tecido sai das equações de sinal e não de uma tabela fixa.
Prescrição
Centralização, angulação e cobertura do grupo de cortes, medidas contra a referência anatômica da região e contra o que o protocolo trouxe de fábrica. Bandas de saturação e volume de shim entram na conta: mudam o artefato, o tempo, o SAR e a chance de o pré-scan convergir.
Sistema
O menu que abre na marca VERAMED concentra o que configura a sessão: campo em 0,5 T, 1,5 T ou 3 T, velocidade de 1× a 20×, cenário, modo guiado, som, frequência dos incidentes e o disparo manual das emergências. Trocar o campo muda SAR, sinal-ruído, frequência de ressonância e os tempos de inversão, e invalida o pré-scan.
Paciente
Movimento, conforto e ansiedade, pulso e respiração, apneia sustentada ou não, chamadas pelo botão de emergência e resposta ao intercom.
Worklist
O exame não nasce no console: nasce no RIS, que agenda o paciente, gera o accession e manda o tipo de exame, a indicação clínica e o solicitante. A primeira etapa é essa lista, com onze exames agendados; abrir uma linha carrega o caso e leva os dados para o Registro, onde ainda dá para corrigir o peso ou a função renal que vieram errados — e ambos entram em conta, um no SAR, outro na liberação do gadolínio.
Sessão
A etapa aberta, o exame carregado e as configurações do menu — campo, velocidade, som, modo guiado e frequência dos incidentes — ficam guardados no navegador. O exame recomeça do zero a cada abertura: guardar uma aquisição pela metade não teria correspondência com o equipamento. No fim do menu, RESTAURAR PADRÕES devolve tudo ao estado de primeira abertura; como descarta o exame em andamento, pede dois cliques.
Cenários
Quinze casos cobrindo as doze regiões: livre, claustrofobia, abdome sem colaboração, função renal limítrofe, implante declarado, mama dinâmica com contraste, urgência por AVC agudo, joelho com dor aguda, ombro com lesão do manguito, tornozelo com entorse, punho com suspeita de fratura do escafoide, pelve com dor pélvica crônica, próstata com PSA elevado, cardíaco com arritmia e angio com suspeita de aneurisma. Cada um troca paciente, indicação, protocolo inicial e comportamento durante o exame, e sorteia peso, idade e função renal dentro da faixa do caso.
Emergências
Cinco situações, cada uma com um procedimento cujos passos precisam ser confirmados antes de o console voltar a operar: parada de emergência, objeto ferromagnético, chamada do paciente pela pera, queimação relatada e quench. As quatro últimas também ocorrem sozinhas durante a aquisição, na frequência escolhida no menu — e a queimação só é sorteada quando o SAR está em First Level, porque é a energia depositada que a provoca. A parada nunca é sorteada, porque é ação do operador. Os passos que o console consegue verificar — abrir o intercom, recuar a mesa, baixar o SAR — só se marcam quando a ação acontece, e o painel se recolhe numa aba para que ela possa ser executada.
Painel do instrutor
Uma segunda página, separada do console (`instrutor.html`), onde outra pessoa assume o papel do paciente: vê batimento, SpO2, movimento, ansiedade e conforto ao vivo, ajusta cada um e dispara as quatro emergências clássicas (ferro, pera, queimadura, quench) mais cinco incidentes de monitoração/execução (falha de pré-scan, elemento de bobina, superaquecimento do gradiente, alarme de hélio, arritmia sustentada) — nove ao todo. Pareiam por um código de sala digitado no instrutor e mostrado no console, repassado por um servidor de retransmissão que só encaminha mensagens — não entende o exame nem guarda nada dele. É opcional: em modo solo (o padrão) nada muda; ligar o modo online, no menu VERAMED, é o que entrega o sorteio automático de incidente a essa segunda pessoa. Passo a passo em o manual do instrutor.
Relatório
Quatorze critérios ao encerrar na etapa de PACS — das sequências concluídas ao conforto mínimo, passando por prescrição, bandas de saturação, shim e avisos confirmados sem correção. Ao lado deles, o relatório de treinamento exportável, que explica cada erro em vez de apenas reprová-lo.
03

Nível de fidelidade

O simulador é fiel na operação, nas contas de planejamento e no contraste: a sequência de decisões, os bloqueios de segurança, os números que aparecem antes de você apertar iniciar e o brilho de cada tecido na imagem saem de fórmulas com as mesmas proporcionalidades do equipamento real. O que ele não faz é reconstruir um exame: não há preenchimento de espaço-k, e a anatomia é desenhada, não medida. Abaixo, o que fica em cada nível.

CALCULADO
Reage a cada parâmetro
  • Contraste da imagem, pelas equações de sinal, a partir de T1, T2, T2*, densidade de prótons e difusão de 25 tecidos
  • Geometria: o corte é amostrado de um volume, então angular a grade inclina o plano e produz um corte oblíquo de verdade — o localizador, sendo imagem já adquirida, fica parado
  • Tempo de aquisição, por sequência e do protocolo inteiro
  • SAR, com os limites de 2,0 e 4,0 W/kg da IEC 60601-2-33
  • Sinal-ruído, tamanho do voxel e efeito da intensidade de campo
  • TI que anula gordura ou líquor, recalculado para o campo em uso
  • Prescrição: centralização, angulação e cobertura do grupo de cortes
  • Dobra, suscetibilidade e movimento, cada um a partir da sua causa
  • Bandas de saturação e volume de shim, com efeito e com custo
  • Dose de gadolínio por peso e bloqueio por TFG
  • Criostato: hélio e temperatura do magneto sobem e descem por curva, no quench e no alarme comandado pelo instrutor, com recuperação
MODELADO COM SIMPLIFICAÇÃO
Comportamento plausível, não físico
  • dB/dt por heurística de bandwidth, espessura e difusão — sem modelo de estimulação nervosa
  • Paciente: quatro variáveis (movimento, ansiedade, conforto, apneia) com taxas por cenário
  • Tolerância de apneia como um teto em segundos, não como mecânica respiratória
  • Artefatos desenhados sobre o corte pronto, em vez de emergirem da aquisição
  • Aceleração em paralelo penaliza o sinal-ruído por um g-factor heurístico — cresce com o fator e cai com o nº de canais —, sem reconstrução paralela de verdade por trás
  • Reconstrução por IA ganha sinal-ruído e nitidez aparente por um multiplicador de nível (desligada a alta), com custo em segundos de processamento somado ao TA — sem rede neural nem k-space por trás
  • Tempos de relaxação tabelados por campo, sem variação entre indivíduos
  • Elementos e canais da bobina: escolha manual altera o sinal-ruído por cobertura e combinação, sem mapa de sensibilidade espacial real por trás
REPRESENTADO, NÃO SIMULADO
Está na tela, mas é aparência
  • Não há espaço-k: o sinal é calculado por tecido, não codificado e reconstruído
  • Anatomia procedural: as formas são inventadas a partir de medidas, não medidas de um paciente
  • MPR, MIP e subtração re-renderizam cortes, sem reformatar o volume que já existe para isso
  • Sem DICOM real: o envio ao PACS é uma barra de progresso, não uma transferência
  • Painel do instrutor sem autenticação real: o código de sala é a única barreira, aceitável para treinamento em ambiente controlado, não para exposição pública
AS CONTAS QUE O CONSOLE EXECUTA
Contraste
SINAL POR TECIDO
eco de spin: S = DP · (1 − e−TR/T1) · e−TE/T2
inversão: S = DP · |1 − 2e−TI/T1 + e−TR/T1| · e−TE/T2
eco de gradiente: S = DP · sen α · (1 − E1) ÷ (1 − E1 cos α) · e−TE/T2*
difusão: S = Seco de spin · e−b · ADC
Cada um dos 25 tecidos tem T1 por intensidade de campo, T2, T2*, densidade de prótons e coeficiente de difusão. É por isso que aumentar o TE escurece o parênquima e deixa o líquor branco, que um TI de 250 ms anula a gordura a 3 T mas não a 1,5 T, e que a difusão com b 1000 acende a lesão e apaga o líquor. O contraste não é escolhido pelo nome da sequência: é a consequência dos números.
Tempo de aquisição
TA · 2D
TA = TR × (passos de fase ÷ fator turbo) × NEX × concatenações ÷ aceleração + tempo de reconstrução
Passos de fase = matriz de fase × FOV de fase. O espaçamento entre ecos vem da bandwidth, e o console força concatenações quando os cortes pedidos não cabem dentro do TR. Em 3D o tempo multiplica pelo número de partições; no IR 3D, não. A reconstrução por IA roda depois da última linha lida, então soma segundos fixos ao TA em vez de competir com o tempo de leitura.
Taxa de absorção
SAR · W/kg
SAR ∝ (ângulo de flip)² × (1 ÷ TR) × fator turbo × nº de cortes × (70 ÷ peso) × campo²
Cada sequência tem um valor de referência que a fórmula desloca conforme você mexe nos parâmetros. Saturação de gordura acrescenta 15%; a 1,5 T o valor cai a um quarto do de 3 T. Acima de 2,0 W/kg o console entra em First Level Controlled Mode e exige confirmação; acima de 4,0 recusa.
Sinal-ruído
SNR · relativo
SNR ∝ campo × √NEX × (FOV ÷ matriz) × espessura ÷ √bandwidth ÷ (g-factor × √aceleração) × ganho da reconstrução por IA
É a proporcionalidade real: o SNR acompanha o volume do voxel e a raiz do número de médias. O valor entra direto no ruído da imagem gerada — dobrar a matriz sem compensar deixa o corte visivelmente mais granulado. A reconstrução por IA sobe esse número e reduz o grão visível, mas roda sobre o k-space já lido: não recupera linha nenhuma que não foi amostrada.
Qualidade da série
0 A 100
Q = 100 − (movimento, dobra, suscetibilidade, cobertura, gordura, spike, zipper) − déficit de SNR
Calculada no fim de cada aquisição, com o peso maior no movimento e na anatomia deixada fora do bloco. Abaixo de 62 o console aponta a causa dominante e sugere repetir; a média das séries é um dos critérios do relatório final.
Contraste
GADOBUTROL
volume = peso × 0,1 mmol/kg · injetor bloqueado se TFG < 30
O volume acompanha o peso registrado, e o botão Configurar do injetor abre volume, vazão, atraso do disparo e salina, com a dose recalculada a cada ajuste e três protocolos prontos. Abaixo de 30 ml/min/1,73 m² o console recusa armar o injetor e explica o motivo — é a trava que o cenário de função renal limítrofe existe para treinar.
Prescrição
COBERTURA
cobertura = nº de cortes × espessura × (1 + gap) · anulação: TI ≈ T1 · ln 2
A cobertura devida é a que o protocolo trouxe de fábrica, e o deslocamento e a angulação do grupo são medidos contra a referência anatômica da região. Prescrever fora da tolerância deixa anatomia fora do bloco — que é o único erro do simulador que nenhum ajuste posterior recupera.
Gradientes
dB/dt · T/s
dB/dt ≈ f(bandwidth, espessura de corte, difusão) · alertas em 80 e 100 T/s
Esta é uma estimativa, não um cálculo de campo: serve para que bandwidth alta e cortes finos produzam o aviso de estimulação de nervo periférico no momento certo do treino.
Temperatura da bobina
°C · GRADIENTE
rodando acima de 95 dB(A): +0,007 °C por dB acima de 95, por segundo simulado · fora disso: −0,03 °C por segundo simulado · bloqueia nova aquisição a partir de 58 °C, libera abaixo de 48 °C
"Segundo simulado" acompanha a velocidade do menu VERAMED (1× a 20×) — o mesmo dt que avança o resto do exame. O incidente do painel do instrutor (+25 °C na bobina) soma esse valor direto à leitura, sem esperar uma sequência de duty cycle alto rodar até lá; o resfriamento depois é o mesmo de sempre, e partindo dos 63 °C típicos (38 °C de base + 25) são 15 °C até os 48 °C que liberam de novo:
Velocidade Tempo real até liberar
~8 min 20 s
~4 min 10 s
~100 s
10×~50 s
20×~25 s
DE ONDE VÊM OS DADOS
Protocolos
Oito regiões — crânio, coluna lombar, joelho, ombro, abdome superior, mama, cardíaco e angio — com bobina e indicação próprias. Trocar de região recarrega a fila e recalcula o tempo total.
Sequências
Sessenta e cinco sequências com parâmetros nominais de 3 T: MPRAGE sagital isotrópico de 1 mm, T2 TSE com trem de 11 ecos, FLAIR com TI de 2500 ms, DWI EPI b0/1000, SWI, STIR com TI de 180 ms, VIBE em apneia, TOF. Cada uma guarda seus valores de origem, e é contra eles que o SAR e o tempo se movem quando você edita.
Biblioteca
Noventa e um programas por trás dos doze protocolos: as sessenta e cinco sequências de rotina e mais vinte e seis alternativas, outros caminhos para a mesma pergunta clínica. STIR e Dixon suprimem gordura sem depender do shim, mas custam sinal ou tempo; a difusão de leitura segmentada reduz muito a distorção do EPI e leva de três a seis vezes mais tempo; volume 3D dispensa o grupo angulado e triplica a aquisição; a angiografia por tempo de voo dispensa o gadolínio e leva quase sete minutos contra pouco mais de um. O operador inclui o programa no exam card na posição que quiser, como na árvore de protocolos de um console real, e a sequência que já estava lá continua onde estava — apagar, ignorar ou manter as duas é decisão dele, e fica registrada no diário da sessão.
Cenários
Onze, e cada um é um conjunto de números, não um texto: inquietação, tolerância de apneia, ansiedade inicial, presença de implante, TFG e, em dois deles, um teto de tempo — quinze minutos na claustrofobia, dez no AVC agudo. É o que faz o mesmo protocolo se comportar de forma diferente.
Monitoração
Eletrocardiograma como traçado contínuo, varrendo a tela como um monitor de cabeceira, com onda P, complexo QRS e onda T em proporção de derivação II. Traçado, número em bpm e bipe saem do mesmo gerador de batimentos, então na fibrilação atrial as espigas ficam desencontradas de verdade. Ao lado, a saturação de oxigênio, que só existe com o paciente no iso-centro — o oxímetro é de fibra óptica, porque fio de cobre dentro do magneto forma laço e queima — e que cai enquanto a apneia é sustentada.
Criostato
O quench derruba o campo e leva o criostato junto: o hélio cai de 82% a zero em doze segundos e o magneto sobe de 4,1 K a mais de 240 K, com os mostradores acompanhando ao vivo. A bobina de gradiente não aquece — trabalha em temperatura ambiente com refrigeração a água —, mas fica fora do ar com o sistema; e a sala passa a indicar oxigênio baixo, que é o risco de verdade num quench.
Imagem
Vinte e cinco tecidos com T1 por campo, T2, T2*, densidade de prótons e coeficiente de difusão, desenhados por região e plano. O brilho sai das equações de sinal; a saturação espectral deixa 12% de resíduo de gordura, e o ruído entra na proporção de 1 ÷ sinal-ruído.
Artefatos
Sete efeitos, cada um com a sua causa: fantasma de movimento na direção de fase, dobra, distorção por suscetibilidade, anatomia fora do bloco, falha da saturação de gordura, spike e zipper. Reduzir o FOV de fase abaixo do diâmetro do corpo faz a dobra surgir na imagem seguinte.
Travas
Checklist de oito itens, bobina compatível com a região, mesa no iso-centro, altura de transferência, pré-scan por sequência e confirmação de First Level. O modo guiado — ligado por padrão — transforma o checklist em requisito para iniciar a aquisição.
Relatório
O relatório de treinamento é gerado a partir do diário da sessão: cada achado traz o que aconteceu, o que seria o certo e por quê, seguido da tabela das séries com os parâmetros usados. Sai como arquivo HTML, para o aluno entregar ao instrutor — nada fica salvo depois que a aba fecha.
O QUE ISSO SIGNIFICA NA PRÁTICA
Serve para treinar decisão de operação: escolher protocolo, prever o custo de cada ajuste, respeitar os limites, entender por que um parâmetro muda o contraste e reconhecer o artefato pela causa. Não serve para validar um protocolo clínico, prever o comportamento de um equipamento específico ou substituir tempo de sala com supervisão.
04

Comparativo com consoles comerciais

Por família de capacidade, contra o que os quatro grandes fabricantes — Siemens, GE, Philips e Canon — oferecem em comum nesse nível. Nomes de produto aparecem só quando o recurso é conhecido por eles; a comparação não é item a item contra nenhum equipamento específico.

Família Console comercial O simulador Veredito
Worklist DICOM Modality Worklist do RIS, paciente de emergência, fusão de registros. Worklist simulada com accession, indicação, médico solicitante e prioridade. Sem paciente de emergência. Coerente
Árvore de protocolos Árvore hierárquica por região e equipamento, protocolos do serviço, versionamento, arrastar sequências entre exames. Lista plana de doze regiões com biblioteca de noventa e um programas e inserção posicionada no exam card. Simplificado
Prescrição gráfica Prescrição sobre três localizadores simultâneos, alinhamento automático à anatomia (AutoAlign, SmartExam), cópia de referência entre séries, rastreamento. Prescrição sobre localizador sagital e coronal, com checagem de deslocamento, angulação e cobertura contra a referência da região; cópia de geometria para as sequências 2D. Coerente
Ajustes automáticos Frequência, ganho do transmissor, ganho do receptor, shim de ordem superior, seleção de elementos da bobina. Frequência, transmissor e shim de volume automáticos, mais checagem de elementos; seleção de elementos e ganho do receptor ajustáveis à mão. Sem shim de ordem superior nem seleção automática. Simplificado
Sincronismo fisiológico ECG, pulso periférico e cinta respiratória; atraso de disparo, janela de aceitação, rejeição de arritmia, navegador diafragmático. ECG com atraso de disparo, janela de aceitação e rejeição de arritmia — janela estreita perde mais batimentos quando o ritmo é irregular. Sem disparo por pulso periférico, cinta respiratória ou navegador. Simplificado
Injetor de contraste Volume, vazão, salina, atraso; bolus de teste e rastreamento de bolus (CARE Bolus, SmartPrep, BolusTrak). Volume, vazão, salina, atraso, bolus de teste que mede o tempo de circulação, rastreamento que dispara a série na chegada do contraste, e bloqueio por TFG abaixo de 30. Coerente
Aquisição em tempo real Ajuste de plano, TR e ângulo durante a aquisição; fluoroscopia para disparo manual de angiografia. Ausente. A aquisição corre até o fim ou é interrompida. Lacuna
Reconstrução Reconstrução por aprendizado profundo com nível de denoise ajustável (AIR Recon DL, Deep Resolve, SmartSpeed, AiCE); aceleração por compressed sensing. Nível de reconstrução por IA como parâmetro, com ganho de sinal-ruído e nitidez aparente contra tempo de processamento, e aviso no nível alto por suavizar ruído de forma agressiva. iPAT como aceleração linear. Sem rede neural real nem compressed sensing. Simplificado
Pós-processamento MPR, MIP, subtração, mapas de ADC, perfusão e fusão, com parâmetros e resultado real. As quatro tarefas existem com parâmetros de espessura, incremento e rotação, mas produzem uma série derivada esquemática. Simplificado
Visualização Visualizador DICOM completo, presets de janela, protocolos de exibição, estatística de ROI. Sete ferramentas — janela, zoom, pan, distância, ROI, ângulo e cine — em grade configurável. Simplificado
Envio e documentação C-STORE para PACS, impressão, registro do exame, relatório estruturado. Transferência simulada para PACS e impressora. Simplificado
Segurança de RF Modo normal, First Level e Second Level; B1+rms declarado para checagem contra a ficha de implantes MR Conditional; modelo de estimulação nervosa. Normal e First Level com bloqueio a 4,0 W/kg; dB/dt com limite de 100 T/s; B1+rms calculado e checado contra a ficha do implante, com modo de implante que aplica os limites da ficha. Sem Second Level. Coerente
Bobinas Detecção automática, seleção de elementos, combinação de bobinas, montagens mistas. Seis bobinas com escolha manual e conexão por porta; elementos ligados e desligados com penalidade de sinal-ruído por cobertura incompleta, e ganho do receptor ajustável. Sem detecção automática nem combinação entre bobinas diferentes. Simplificado
Emergências Botão de quench, parada de emergência, pera do paciente, monitoração. Cinco incidentes com procedimento passo a passo, sorteio durante a aquisição e consequências no estado do sistema — mais quatro incidentes adicionais pelo painel do instrutor. Vai além
Comportamento do paciente Não existe. O paciente é real. Movimento, ansiedade, conforto, tolerância a apneia e chamada pela pera, evoluindo com o que o operador faz. Vai além
Avaliação do operador Não existe. O console não avalia quem o opera. Quatorze critérios no relatório de encerramento, cada achado com causa e explicação física, e diário das decisões da sessão. Vai além
O CRITÉRIO USADO ACIMA
Não é "tem o botão?". É se a decisão que o operador toma aqui é a mesma que ele tomaria no equipamento, e se o preço de errar é o mesmo. Um recurso pode faltar sem prejuízo, se a decisão que ele representa não existe no fluxo simulado; e pode estar presente e não ensinar nada, se o erro não custar.
05

Onde o simulador vai além de um console real

Três linhas da tabela anterior estão marcadas "Vai além", e não é força de expressão: são capacidades que um console comercial não tem porque não precisa ter.

01
O paciente responde
Um console não modela ansiedade nem conforto porque o paciente está do outro lado do vidro. Aqui, deixar de falar pelo intercomunicador tem preço mensurável na imagem, e a pera de emergência é acionada quando a ansiedade passa de um limiar.
02
Os incidentes acontecem
Um técnico pode passar a carreira inteira sem ver um quench. Aqui ele acontece, com o procedimento correto cobrado passo a passo, e o sistema fica sem campo depois.
03
O erro é explicado
O relatório final não diz apenas o que saiu errado: diz o que seria o certo e a razão física. Um console mostra o artefato; ele não ensina por que ele apareceu.
O QUE ISSO SIGNIFICA
As lacunas da seção anterior importam na medida em que diminuem a fidelidade do fluxo de trabalho — não porque falte paridade de recursos com um console comercial. O produto está nestas três linhas, não nas que faltam.
06

Como começar

O console e o manual são arquivos HTML que abrem direto no navegador ou publicados em qualquer hospedagem estática — sem instalação nem build. Não são mais um único arquivo autocontido: o console precisa da pasta `assets/` ao lado dele para tocar as frases gravadas do intercom, e o pareamento em tempo real com o painel do instrutor depende do servidor de retransmissão à parte, em `server/`. Nenhum dos dois impede abrir e operar o console sozinho. O console foi desenhado para tela larga — a partir de 1480 px de largura ele aparece inteiro, sem rolagem horizontal.

PRIMEIRA SESSÃO — CAMINHO CURTO
Abra na worklist o exame de Maria Aparecida, crânio de rotina, marque todo o checklist, confirme o protocolo de crânio, avance a mesa até o iso-centro, rode o pré-scan, adquira o localizer e uma sequência T2, e envie ao PACS. São cerca de dez minutos e cobrem o ciclo inteiro. Depois, na segunda passada, suba o TE da T2 e veja o contraste virar, ou troque o campo para 1,5 T no menu da marca e acompanhe o SAR cair. O manual do operador descreve cada passo em detalhe.
07

Aviso

Material de treinamento. O fabricante, o equipamento, os pacientes e os exames são fictícios. O simulador não substitui treinamento supervisionado em equipamento real e não deve ser usado para decisão clínica.